15.11.11

Nas coisas que
tempo fazia
liberdade
quente e fria
ela indo
atenta e solta
vento
uma força
tinha
seguia
tênue receio
não mais segura
liberado
o medo
madura
o fruto
dela

24.10.11

os começos

os tropeços

os defechos
Os desdizeres próprios
dos tantos votos
que fiz
pensando e pensando
até alcançar
um pouco insegura
a inutilidade
de tanta mente
prossegue a menina
brotada semente
tornar-se mulher
saber sem desconversar
do que sabe
e o coração se abre
acordar

22.10.11

Chance de vencer a chuva?
De desprender desse cobertor quente
vida pra esse dia frio?
Sonhos de arrepio
Feito bobagem o tanto que
deixei pra trás?
Segui como rio
as vozes do vesso
e do avesso de mim.

15.10.11

Longe demais de mim,
segui assim
um instinto ou um saber
passei repassei desfiz-me
tateando o seu corpo
inconvenientemente
pra entender
sem pressentir
que tal gesto foi-me
instigado
para catalizar o desprender

13.9.11

Me articulam os desejos de novos desnovos momentos... de coisas fulgazes... mas qual a novidade, se fulgazes todos os novos e desnovos, e mesmo os velhos, todos os momentos todos coisas que passam... que andam que correm, tipo rio, riso, vento e vontade passando por nós de nós e para os aléns dos nossos aquéns de quereres... remergulho na alegria de estar contente, no presente, contentada e atenta... reportando ao mundo que esta aqui ainda tenta, acredita, inventa, intenta e enfrenta... A meta, a felicidade da gente, um pouco de silêncio na mente e música pro coração sorrir demais...

29.8.11

Leveza infante, a menina errante requentava seu turbilhão (de)mente. Nos aprumos da razão, seu pensar não era. Mas dentro da roda cambiante a que lhe encaminhavam os compromissos pululantes, de ser mesmo particípio da maquinagem engrenada que vis minorias. (de escancaro). Na porta da imaginação, havia a tempestade transbordante que suprimia qualquer juizo. (nada razoável). Mas ainda querendo qualquer consolo ia. Sentava-se, lia, ouvia... perduradas invisíveis horas, como respirar de planta, sono de peixe ou de cavalo. Aqui e ali, dispunha.

23.8.11

Ontem ela acordava como quem não não lembra das voltas que o espaço deu. Sentia no fundo do sentimento do corpo que materializava as emoções a vontade pulsante de saber agora o quê de amanhã. Ainda que embora tivesse certeza que mais nad além do agora que era pudesse ser real. Maquinava os esforços de manter-se presente e atenta pelas como são e as deixarem ser ainda que a ela coubesse sim o criar. Virou aturdida, a página da vida, que parecia desistida. Velocidade estranha e morosa a nuvem abraçava seu vazio e sua vontade. E ele será que nem pensando nela, seguisse tranquilo afinal, tão pouco a ser dito. Tremia dentro de si e não acontecia só isso, reconhecidos os remorsos, e os destroços, desses gozos guardados. Virava pro sol, seu peito e seu sonho. Desejara tão pouco mais que simples coisas... Um dia saberia que sonho guardar. Quem sabe hoje.